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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aqueles que crêem no Seu nome



Arte de Niako Nakar
Unión com el Yo Superior
Arte de Niako Nakar


"Crer no seu nome": comunhão com a sagrada Vibração Cósmica


O significado mais profundo de "nome" refere-se Vibração Cósmica (o Verbo, Om, Amém). Deus como Espírito não possui um nome limitante. Se alguém se refere ao Absoluto como Deus ou Jeová ou Brahman ou Alá, isso não O expressa. Deus, o Criador e Pai de todos, vibra através da natureza como a vida eterna, e essa vida tem o som do grande Amém ou Om. Esse nome define Deus com mais precisão. "Aqueles que crêem no seu nome" significa aqueles que comungam com esse som Om, a voz de Deus na vibração do Espírito Santo. Quando alguém ouve esse nome de Deus, essa Vibração Cósmica, está a caminho de se tornar um filho de Deus, porque nesse som a sua consciência entra em contacto com a Consciência Crística imanente que o levará a Deus como Consciência Cósmica.


O sábio Patanjali (*), o maior expoente do yoga na Índia, descreve Deus o Criador como Ishvara, O Senhor ou Governante Cósmico. O seu símbolo é o Pranava (o Verbo ou Som Sagrado, Om). Através da recitação repetida e devocional de Om, e da meditação sobre o seu significado, os obstáculos desaparecem e a consciência interioriza-se (afastando-se da identificação sensorial externa)" (Yoga Sutras 1:27-29).


A condição comum dos seres humanos é que a sua consciência está escondida e limitada pelo corpo. O corpo do homem, sendo uma expressão vibratória delimitada, existindo na Vibração Cósmica, mas dela separada, de forma similar circunscreve a consciência. O Yoga ensina que o aspirante espiritual deve percorrer de novo os vários estádios de vibrações mais altas, a fim de solevar a consciência das vibrações aprisionantes da respiração, coração e circulação, para o som mais subtil da vibração que emana dos átomos do corpo e da força da vida. Através de uma técnica de meditação no Om, conhecida dos estudantes das Lições da Self-Realization Fellowship [Yogoda Satsanga], o devoto toma conhecimento de que a sua consciência é limitada pelas constrições da carne,  evidenciadas pelos sons da respiração, coração, e circulação. Então, pelo aprofundamento da sua meditação, ele pode ouvir a voz do grande Om ou Amém, o som cósmico que emana de todos os átomos e centelhas de energia cósmica. Escutando este som omnipresente, e mergulhando na sua corrente sagrada, a consciência da alma enclausurada no corpo começa gradualmente a desprender-se das limitações do corpo, em direção à omnipresença. As faculdades mentais renunciam aos seus limites e, com a omnisciente faculdade da alma, a intuição, entram em sintonia com a Mente Cósmica, a Inteligência imanente na Vibração Cósmica que tudo permeia.


Depois de ouvir e sentir a unidade com o som cósmico do Espírito Santo que emana de todas as partes e partículas da criação de Deus, esferas de ser de concepção celestial e ideacional, a consciência do devoto em meditação vibrará em toda a criação como seu próprio corpo cósmico. Quando a sua consciência expandida se torna estável em toda a criação vibratória, ele percebe a presença da Consciência Crística imanente. Então o devoto torna-se como Cristo; a sua consciência experiencia, nos caminhos do seu Ser expandido, a "segunda vinda de Cristo" - a presença dentro dele da Consciência Crística, assim como Jesus sentiu o Cristo Universal expresso no seu corpo e ensinou os seus discípulos a alcançar o mesmo.


Quando o devoto sente a sua consciência una com o Cristo Universal, ele percebe que a Consciência Crística é o reflexo, na sua alma e em toda a criação, da Consciência Cósmica de Deus-Pai.


A Consciência Cósmica  (Deus-Pai) existindo transcendentalmente, além de toda a criação vibratória (Espírito Santo), e a Consciência Crística (Inteligência Universal, Kutastha Chaitanya) existindo em toda a manifestação vibratória, são percebidas como uma só e a mesma.


O devoto rejubila na alegria suprema, como Jesus proclamou,
"Eu (Consciência Crística na criação)
e o meu Pai (Consciência Cósmica para além da criação)
somos um."


ॐ


(*) Desconhece-se em que época viveu Patanjali, embora muitos estudiosos o situem no século II a.C. O seu renomado livro Yoga Sutras apresenta, numa série de breves aforismos, a essência condensada da ciência extraordinariamente vasta e intrincada da união divina - descrevendo o método para unir a alma ao Espírito indiferenciado de forma tão bela, clara e concisa, que gerações de estudiosos têm reconhecido os Yoga Sutras como a principal obra da Antiguidade a respeito do yoga.








ॐ


The Second Coming of Christ

Tradução: Blog Texto Meditativo

A Segunda Vinda de Cristo, Volume I (Extracto: Discurso 1 - Pág. 24) 
(A Ressurreição do Cristo Interno)
Um revelador comentário sobre os ensinamentos originais de Jesus

Editora: Yogoda Satsanga Society of India/Self-Realization Fellowship

Sri Sri Paramahansa Yogananda


segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Verbo Cósmico ou Espírito Santo: a vibração Aum criativa inteligente





rejilla crística



A designação do “Espírito Santo” como Aum [Om], nas escrituras hindus, denota o seu papel no plano criador de Deus: “a” representa akara, ou vibração criadora;  “u” simboliza ukara, vibração preservadora; e “m” refere-se a makara, o poder vibratório de dissolução.


Uma tempestade, bramindo no mar, cria ondas grandes e pequenas, preserva-as por algum tempo e, então, ao aplacar-se, dissolve-as. Assim, Om, ou o Espírito Santo, cria todas as coisas, preserva-as em miríades de formas e, por fim, dissolve-as no seio oceânico de Deus, para que sejam outra vez recriadas – um processo constante de renovação da vida e das formas no contínuo sonho cósmico de Deus.


Assim, o Verbo ou a Vibração Cósmica é a origem de “todas as coisas”: “Sem ele nada do que foi feito se fez”. O Verbo existiu desde os primórdios da criação – foi a primeira manifestação de Deus quando originou o universo, “O Verbo estava com Deus” – impregnado da inteligência reflectida de Deus, a Consciência Crística – “E o Verbo era Deus” – vibrações do Seu próprio e único Ser.


As declarações de São João fazem eco a uma verdade eterna que ressoa em várias passagens dos antigos Vedas: que o Verbo cósmico vibratório (Vak) estava com Deus, o Pai-Criador (Prajapati), no princípio da criação, quando nada mais existia; e que, por intermédio de Vak, foram feitas todas as coisas; e que Vak é o próprio Brahman (Deus).


Na Bhagavad Gita, o Senhor afirma: “Entre as palavras, sou a sílaba Aum” (X:25).

“De todas as criações, sou o começo, o fim e também o meio” (X.32).

“Eu, o Imutável e Eterno, sustento e permeio todo o cosmos com um simples fragmento de Mim mesmo” (X:42).


Com a compreensão desta verdade, temos a ciência subjacente ao universo e uma base adequada para interpretar estes versículos de São João no contexto da sua referência à vida de Jesus Cristo.


Na mesma linguagem das escrituras característica dos sábios da Índia, São João postula, nos versículos de abertura do seu Evangelho, e numa referência com duplo sentido à reencarnação de Jesus, a divindade do estado Crístico de Jesus como análoga à manifestação Crística Universal de Deus, que surge como Inteligência e Vibração Criadora no nascimento da criação.


Na Índia, os devotos não fazem distinção entre a divindade de Deus no microcosmo da consciência encarnada de um avatar – como no Senhor Krishna, por exemplo -  e a divindade de Deus no macrocosmo da expressão universal.


Da mesma forma, São João fala alegoricamente do Cristo em Jesus como sendo uma e a mesma manifestação Crística na Infinitude (a presença de Deus na criação), sendo esta última a intenção principal de sua menção nestes versículos.


ॐ


The Second Coming of Christ


Tradução: Blog Texto Meditativo


A Segunda Vinda de Cristo, Volume I (Extracto: Discurso 1 - João 1:4 - Pág. 16) 
(A Ressurreição do Cristo Interno)
Um revelador comentário sobre os ensinamentos originais de Jesus

Editora: Yogoda Satsanga Society of India/Self-Realization Fellowship

Sri Sri Paramahansa Yogananda